Estamos chegando à reta final da pré-campanha, as convenções já estão aí batendo na porta para efetivar os candidatos aos cargos de prefeito e vereador. A pré-campanha é o período racional, no qual são feitas as alianças entre partidos, famílias e grupos políticos. É preciso pensar bem com quem fechar apoio, pois uma escolha errada poderá acarretar perdas de votos. É semelhante a um jogo de xadrez: mexeu a peça errada, perderá o jogo. Passado esse período racional das alianças virá o período da campanha propriamente dita. Aqui entrará em cena a face ritualística da política, na qual os candidatos frequentarão uma série de eventos com o objetivo de “encenar a igualdade entre todos”. Isso fica evidente quando os políticos passam a estar mais presentes em lugares onde os eleitores estão. Entram nas casas dos eleitores para comer e tomar café com eles como se todos fossem iguais. É aqui também período emotivo, o candidato buscar provocar emoção nos eleitores, geralmente por meio de discursos que relatam sua infância sofrida (chora se possível), abraça criancinhas e idosos, entre outras coisas mais. Por fim, na campanha também não poderá faltar festas e bebedeiras, ainda na lógica da encenação da igualdade entre todos. Aqui também os candidatos não só pagam as bebidas, mas também bebem junto com os eleitores, estes logo pensam: “ele é um de nós”. E assim se transforma a campanha: uma festa só. No entanto, cabe um alerta: muito cuidado! O problema não é o porre do dia, mas a ressaca após a festa.
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