Estava eu retornando do hospital, onde fui realizar exames de rotina, e dentro do ônibus comecei a observar a cidade. Vi que há espelhos para tudo quanto é lado: nas lojas, nos prédios, nas paradas de ônibus, no próprio ônibus. Na correria do dia a dia, aqui e ali uma pessoa para rapidamente diante de um desses ambientes espelhados e confere o cabelo, a maquiagem, a roupa, vê se está tudo ok. É a sociedade da aparência, marcada pela superficialidade e imediatismo. As pessoas rapidamente param e veem como estão naquele momento, dificilmente elas param para refletir sobre sua essência, seus princípios, seus valores que norteiam suas ações, até porque isso requer tempo, e tempo, meus caros, é coisa rara nesse mundo.
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