sábado, 25 de abril de 2020

O vilão coronavírus

Sabe aquele vilão de filmes que tem superpoderes? Assim é o coronavírus que está causando essa pandemia. Ele tem o superpoder da invisibilidade. Se tivéssemos condições financeiras, poderíamos rastreá-lo com mais precisão por meio de testagem em massa da população. A Alemanha, país de primeiro mundo, conseguiu fazer isso e é considerado um exemplo bem sucedido de combate ao covid 19. Mas estamos no Brasil, onde há carência de itens básicos como remédios e equipamentos de proteção, além de leitos de UTIs e profissionais qualificados para atender a demanda crescente de infectados. E agora? Quem poderá nos defender? A ciência ainda realiza estudos para encontrar a cura. O estado, limitado em sua estrutura e orçamento, está entrando em colapso. A sociedade vive uma guerra ideológica entre os que acreditam e os que negam a potencialidade letal do vírus. Por isso, meu caros amigos, peço que recorramos a nossa fé, esta não costuma falhar. Peçamos à Deus por nosso planeta, nosso país, estado e por nossa Itapiranga.

sábado, 18 de abril de 2020

Democracia de beira de estrada.

Numa das minhas viagens pela rodovia AM 363 (estrada da Várzea) que liga Itapiranga à Manaus ouvi uma grande lição de Democracia. O ônibus parou numa dessas comunidades a margem da estrada e subiu um senhor, cabelos brancos, mais ou menos 60 anos (eu suponho) e sentou-se na poltrona ao meu lado. Após alguns minutos de viagem o senhor me pergunta: -"você é de Itapiranga?" Eu respondi: -"Sou com muito orgulho, jaraqui e farinha (risos), mas trabalho em manaus". E o senhor? Ele: -"moro aqui mesmo na estrada, sou o líder comunitário daqui". Conversa vai e conversa vem, ele foi relatando o cotidiando da comunidade em que vive e uma coisa me chamou a atenção quando disse: -"Às vezes há discórdia entre os moradores mas a gente sempre chega a um acordo nas reuniões por meio do diálogo". Naquele momento parei e pensei: este senhor talvez nunca leu nenhum teórico clássico da Democracia, mas sabe que o meio para se resolver conflitos e evitar a guerra é o diálogo. Eis o mérito da (verdadeira) Democracia tão bem prática numa pequena comunidade de beira de estrada. Para alguns "atrasadas" do ponto de vista econômico, mas altamente desenvolvida do ponto de vista político.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Sociedade da aparência

Estava eu retornando do hospital, onde fui realizar exames de rotina, e dentro do ônibus comecei a observar a cidade. Vi que há espelhos para tudo quanto é lado: nas lojas, nos prédios, nas paradas de ônibus, no próprio ônibus. Na correria do dia a dia, aqui e ali uma pessoa para rapidamente diante de um desses ambientes espelhados e confere o cabelo, a maquiagem, a roupa, vê se está tudo ok. É a sociedade da aparência, marcada pela superficialidade e imediatismo. As pessoas rapidamente param e veem como estão naquele momento, dificilmente elas param para refletir sobre sua essência, seus princípios, seus valores que norteiam suas ações, até porque isso requer tempo, e tempo, meus caros, é coisa rara nesse mundo.

terça-feira, 14 de abril de 2020

A fantástica reportagem.

A discussão sobre a reportagem exibida ontem no Fantástico sobre compra de votos na eleição para governador no estado do Amazonas gira em torno da questão em saber se foi matéria comprada ou se o que denunciaram é realmente verdade. Eu creio que são as duas coisas. Não sejamos hipócritas em dizer que a compra de votos ocorreu somente no pleito passado. Desde que o mundo é mundo essa prática acontece, faz parte da estrutura política corrupta do nosso Brasil, da cultura de levar vantagem em tudo. Cresci ouvindo que a solução para os problemas do país, inclusive esse de ordem política, está na educação. Mas qual tipo de educação? Ontem vimos que corruptos e corruptores são dos mais diversos níveis de escolarização, desde analfabetos até universitários. Isso prova que, como ressalta Bertolt Brecht, o pior analfabeto é o analfabeto político, pois não tem ideia das conseqüências dos seus atos. Eis o nosso grande problema: o analfabetismo político. E só com uma educação voltada verdadeiramente para a cidadania, na qual os educandos sejam formados dentro dos valores republicanos e democráticos, seremos capazes de construir uma política justa, a boa política. Sempre digo: a profissão os estudantes escolhem: médico, advogado, odontólogos, engenheiros...mas ser cidadão não tem escolha. Ah! Passei o processo eleitoral todo alertando sobre isso, tanto no nível nacional quanto estadual. E hoje, assistindo a tudo isso no cenário político brasileiro, eu afirmo: só pra sacanear eu vou ser mais honesto ainda.

domingo, 12 de abril de 2020

Diálogos

Um certo dia, um colega meu quando soube que eu era de Itapiranga, pergunta:
-Roderick, muitos municípios do interior produzem em grande escala: cupuaçu, cacau, banana, laranja...Itapiranga produz o quê?
Eu: -Produz grandes pensadores, intelectuais.
Ele: -Sério?
Eu: -Ué, não estás me vendo aqui?

sábado, 11 de abril de 2020

Ponto sensível: o bolso do eleitor.

Após as seletivas feitas pela prefeitura de Itapiranga ficou muito mais evidente que a principal demanda do eleitor itapiranguense é o emprego. A promessa de emprego é algo sedutor numa campanha eleitoral, sendo decisiva para a vitória. No entanto, sabemos que a prefeitura não tem, nem de longe, capacidade de absolver essa demanda, por isso a repercussão negativa nas redes sociais na última semana. Muita gente viu a certeza de que começaria o ano empregada se transformar na certeza de que precisa buscar outras formas de trabalho, fora do serviço público municipal. Eis o grande desafio de qualquer governo em Itapiranga: propor alternativas de renda aos nossos cidadãos, como por exemplo incentivar o empreendedorismo e a economia solidária. Temos a consciência que isso não se faz da noite para o dia. É preciso um planejamento amplo a médio prazo e que envolva várias instituições. O governo está no início, mas já pode ir pensando nessa questão, pois, do contrário, o eleitor não perdoa quem não move uma palha em favor do "seu bolso".

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Política se faz com o cérebro, o coração e o fígado.

Estamos chegando à reta final da pré-campanha, as convenções já estão aí batendo na porta para efetivar os candidatos aos cargos de prefeito e vereador. A pré-campanha é o período racional, no qual são feitas as alianças entre partidos, famílias e grupos políticos. É preciso pensar bem com quem fechar apoio, pois uma escolha errada poderá acarretar perdas de votos. É semelhante a um jogo de xadrez: mexeu a peça errada, perderá o jogo. Passado esse período racional das alianças virá o período da campanha propriamente dita. Aqui entrará em cena a face ritualística da política, na qual os candidatos frequentarão uma série de eventos com o objetivo de “encenar a igualdade entre todos”. Isso fica evidente quando os políticos passam a estar mais presentes em lugares onde os eleitores estão. Entram nas casas dos eleitores para comer e tomar café com eles como se todos fossem iguais. É aqui também período emotivo, o candidato buscar provocar emoção nos eleitores, geralmente por meio de discursos que relatam sua infância sofrida (chora se possível), abraça criancinhas e idosos, entre outras coisas mais. Por fim, na campanha também não poderá faltar festas e bebedeiras, ainda na lógica da encenação da igualdade entre todos. Aqui também os candidatos não só pagam as bebidas, mas também bebem junto com os eleitores, estes logo pensam: “ele é um de nós”. E assim se transforma a campanha: uma festa só. No entanto, cabe um alerta: muito cuidado! O problema não é o porre do dia, mas a ressaca após a festa.

A escadaRia e voltará a sorrir

A revitalização da escadaria que liga a Cidade Baixa e a Cidade alta em Itapiranga nos traz alegrias, boas lembranças e lições p...